{"id":2529,"date":"2018-04-20T17:54:30","date_gmt":"2018-04-20T17:54:30","guid":{"rendered":"http:\/\/gastronomidia.com.br\/2021\/?p=2529"},"modified":"2018-04-20T18:39:37","modified_gmt":"2018-04-20T18:39:37","slug":"conheca-o-primeiro-vinho-japones-comercializado-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gastronomidia.com.br\/2021\/conheca-o-primeiro-vinho-japones-comercializado-no-brasil\/novidades\/","title":{"rendered":"Conhe\u00e7a o primeiro &#8216;vinho&#8217; japon\u00eas comercializado no Brasil"},"content":{"rendered":"<p>Feito a partir da fermenta\u00e7\u00e3o de uvas vin\u00edferas e flores de cerejeira, o Sakura L\u2019Orient foi registrado como \u201ccoquetel composto\u201d, e n\u00e3o como vinho. Ainda que por raz\u00f5es legais, o nome talvez defina melhor sua verdadeira voca\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Por Guilherme Velloso \u2013 Paladar Estad\u00e3o<br \/>\nQuando se fala em vinho japon\u00eas, logo se pensa em saqu\u00ea, que \u00e9 um fermentado de arroz. A situa\u00e7\u00e3o pode come\u00e7ar a mudar com a chegada ao Brasil de um lote do ros\u00e9 Sakura L\u2019Orient, que em tese poderia ser considerado o primeiro vinho japon\u00eas comercializado em (pequena) escala no Pa\u00eds. Mas s\u00f3 em tese.<br \/>\nEmbora produzida a partir da fermenta\u00e7\u00e3o de duas das uvas vin\u00edferas mais cultivadas no Jap\u00e3o (a branca Koshu e a tinta Moscato Bailey A), a bebida n\u00e3o pode ostentar o nome vinho no r\u00f3tulo por duas raz\u00f5es: a presen\u00e7a de duas flores de cerejeira (sakura, em japon\u00eas) em cada bela garrafa de 500 ml, e o fato de n\u00e3o alcan\u00e7ar o teor alco\u00f3lico m\u00ednimo de 8,6% definido pela lei brasileirapara vinhos.<br \/>\nAl\u00e9m de ser a flor-s\u00edmbolo do pa\u00eds, a sakura (fala-se sakur\u00e1) \u00e9 carregada de simbolismos. Um deles promete uma inesquec\u00edvel noite de amor a quem receb\u00ea-la na ta\u00e7a e, obviamente, consumi-la quando o vinho for servido.<br \/>\nNo Brasil, o Sakura L\u2019Orient foi registrado como \u201ccoquetel composto\u201d, e n\u00e3o como vinho. Ainda que por raz\u00f5es legais, o nome talvez defina melhor sua verdadeira voca\u00e7\u00e3o. De um ros\u00e9 p\u00e1lido e com apenas 6% de \u00e1lcool, o Sakura L\u2019Orient \u00e9 uma bebida leve, agrad\u00e1vel e adocicada, com delicados aromas frutados e florais.<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o se pense que o Jap\u00e3o produz apenas esse estilo mais \u201cex\u00f3tico\u201d de vinho. Estima-se que se fa\u00e7a algum tipo de vinho no pa\u00eds h\u00e1 pelo menos mil anos, ainda que as primeiras vin\u00edcolas comerciais tenham surgido por volta de 1860. Hoje, s\u00e3o mais de 200 e produz-se vinho em boa parte do territ\u00f3rio japon\u00eas. A principal regi\u00e3o produtora \u00e9 Yamanashi, que se beneficia dos solos vulc\u00e2nicos em torno do monte Fuji. \u00c9 l\u00e1 que s\u00e3o cultivadas as uvas utilizadas no Sakura L\u2019Orient. Koshu e Moscato Bailey A s\u00e3o as duas variedades aut\u00f3ctones mais importantes do pa\u00eds. A primeira origina vinhos delicados, mas com boa acidez, que podem lembrar um Sauvignon Blanc. A segunda \u00e9 uma variedade h\u00edbrida, base de tintos leves. O Jap\u00e3o tamb\u00e9m cultiva muitas castas ocidentais. S\u00e3o exemplos a h\u00edbrida alem\u00e3 Kerner (branca) e tintas como Cabernet Franc, Merlot, Syrah, Pinot Noir e at\u00e9 a austr\u00edaca Zweigelt. E, al\u00e9m de brancos, tintos e ros\u00e9s, produz espumantes, principalmente \u00e0 base da Koshu.<br \/>\nAl\u00e9m do pre\u00e7o (cada garrafa do Sakura L\u2019Orient ser\u00e1 vendida entre R$ 400 e R$ 500, segundo o importador), outro obst\u00e1culo dificulta a eventual difus\u00e3o do vinho japon\u00eas no mercado brasileiro. Com o crescimento do consumo interno, s\u00e3o poucas as vin\u00edcolas japonesas que exportam regularmente seus produtos. Celso Ishiy, da Tradbras (tel. 3229-6455), respons\u00e1vel pela importa\u00e7\u00e3o do Sakura L\u2019Orient, informa que foi preciso esperar quase tr\u00eas anos para importar as pouco mais de 500 garrafas que chegaram ao Brasil. Mesmo assim, afirma que a inten\u00e7\u00e3o da empresa \u00e9 trazer brancos e tintos do pa\u00eds do sol nascente. Sem a presen\u00e7a da cobi\u00e7ada flor de cerejeira em seu conte\u00fado, poder\u00e3o ser rotulados, de fato e de direito, como vinho.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Feito a partir da fermenta\u00e7\u00e3o de uvas vin\u00edferas e flores de cerejeira, o Sakura L\u2019Orient foi registrado como \u201ccoquetel composto\u201d, e n\u00e3o como vinho. 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